PF prende ex-prefeito Márcio Canella com fuzil e investiga lavagem de dinheiro no Rio
A Polícia Federal prendeu em flagrante Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo e presidente do União Brasil no Rio, durante a sexta fase da Operação Unha e Carne. Um fuzil calibre 5.56 foi encontrado em veículo ligado ao político. A operação apura suspeito esquema de lavagem de dinheiro por meio de postos de combustíveis na Região Metropolitana.
· Belford Roxo — Norte/Noroeste Fluminense (RJ)
Com informações de Portal VIU Online
A Polícia Federal deflagrou a sexta fase da Operação Unha e Carne no estado do Rio de Janeiro e prendeu em flagrante Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo e presidente estadual do União Brasil. A prisão ocorreu após agentes encontrarem um fuzil calibre 5.56 — armamento de uso restrito — dentro de um veículo associado ao político. O registro da prisão foi lavrado por posse ou porte irregular de arma de uso restrito.
A operação investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro articulado por meio de uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Relatório do Coaf apontou movimentação superior a R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos por empresas ligadas ao grupo investigado. Foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão em cidades como Rio de Janeiro, Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Resende.
Entre os alvos da fase atual também está o delegado Marcus Amin, ex-secretário da Polícia Civil do Rio de Janeiro. A Corregedoria-Geral da Polícia Civil abriu apuração disciplinar para analisar a conduta de policiais citados nas investigações. A Polícia Federal aponta suspeitas de organização criminosa, lavagem de dinheiro e contratação direta ilegal, com possível participação de agentes públicos no esquema.
Na investigação, Canella é apontado como possível braço político do grupo suspeito de utilizar os postos para movimentar recursos de origem ilícita. As suspeitas de lavagem de dinheiro ainda dependem do avanço das apurações e de eventual manifestação do Ministério Público e da Justiça. Os investigados só podem ser considerados culpados após decisão judicial definitiva.